sábado, 29 de março de 2014

Nos Medos da Mente

Brutal demasia de orgulho indistinto
Devora minha alma e me trava o momento
Da morte do espaço, um atroz movimento
Que houve de agir sem motivo ou instinto

A ébria inverdade, é a dor que pressinto
Na ceia dos pobres, do caos, do tormento
Essa lama escura da qual me alimento
Não dura ou sacia esse orgulho faminto

Feroz, descontente com toda essa orgia
Com podre banquete, com tanta euforia,
Devora a si mesmo com gana imprudente

Devora a luxúria, a fome e o horror
A vida, a loucura, a fúria e o torpor
Que guarda em si mesmo, nos medos da mente

                                                                                              Um Fauno (06/10/09)

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