quinta-feira, 28 de novembro de 2013

Qual Minotauro

Heroicamente havia eu de morrer
Pois que lutei querendo liberdade
Viver, quem sabe, e não passar vontade
De estar entre os que não queriam ver

Que eu era igual, mesmo não sendo um ser
Igual perante as leis dessa igualdade
Um híbrido animal, fatal verdade
Deixado em solidão, pra apodrecer

Perante os outros, fera, criatura,
Aberração funesta, de alma escura,
Trancado a esperar, quem sabe, a sorte

De arrebentar os muros deste crivo
E me vingar de Deus, pois me fez vivo
E me vingar de Deus, pois me fez forte.

                                                                                              Um Fauno (25/09/09)